Categoria: Viagem

Porque viajar à Índia Sagrada e Nepal?

 

Quem escolhe viajar para a Índia, certamente tem uma motivação que vai além do simples desejo de fazer turismo. Uma viagem para a Índia nos leva ao encontro de um território sagrado, onde as lendas e os mitos estão vivos e acontecendo ao nosso redor. A Índia parece, em certo sentido, um lugar em que o tempo caminha numa marcha diferente.

Uma viagem à Índia é um encontro com o divino, com o espiritual – seja qual for a nossa base religiosa. Quando estamos na Índia sentimos a presença do sagrado a todo o momento. Ao caminhar por suas ruas movimentadas cruzamos com swamis, babas e sadhus com suas vestes coloridas e austeras, seres que renunciaram à vida mundana para se dedicar integralmente à busca espiritual e ao serviço à humanidade. Mesmo os templos mais simples e despojados de qualquer luxo guardam uma atmosfera de mistério e profundidade. Especialmente nas margens do Rio Ganges são realizados diariamente rituais de adoração à Deusa Ganga com o canto de mantras devocionais e o uso do fogo sagrado. A cidade de Rishikesh, considerada a Capital do Yoga, possui um encanto todo especial. Ficar hospedado em um centro de yoga como o Ashram do Swami Rama, praticando meditação e cantando mantras junto a experientes yogues, participando de aulas de yoga, práticas respiratórias e rituais do fogo, é uma experiência que fica marcada na memória por toda a vida.

A Índia é um verdadeiro caldeirão cultural. Embora o hinduísmo seja a religião predominante, há muitos muçulmanos, budistas, jainistas, sikhs e uma pequena minoria católica. Existe na Índia um espírito de aceitação de todas as religiões. Cada religião ou seita é vista como um caminho para a verdade, e prevalece a liberdade de pensamento e o respeito mútuo.

Viajar pela Índia é experimentar um outro mundo, que embora muito diferente, de certa forma nos permite o reencontro com nossas raízes mais profundas. Além da diversidade religiosa, há uma grande diversidade de condições geográficas e climáticas. Enquanto que no centro e no sul prevalece um clima tropical e quente, ao norte temos as imponentes montanhas dos Himalaias, com seus picos nevados, onde os termômetros podem chegar a níveis muito baixos. Os Himalaias sempre foram tidos como a residência de grandes Mestres espirituais. Existem muitas narrativas de yogues que moraram em cavernas inóspitas, levando uma vida de extrema austeridade, meditando nas montanhas durante muitos anos.

A região de Ladakh, que fica no Estado da Cachemira, é conhecida como Pequeno Tibete, pois sua geografia em muito se assemelha à do Tibete. Lá existem numerosos monastérios e muitos tibetanos, incluindo lamas, que tiveram de deixar sua terra natal em razão da ocupação dos chineses. É um local de grande beleza, com lagos azuis, magníficos picos nevados e vistas deslumbrantes. Lá é possível excursionar pela estrada mais alta do mundo, que chega a atingir 5.602 metros de altitude em sua passagem mais elevada. A sensação ao se dirigir ao Vale Nubra por essa estrada é de estarmos em um outro planeta de pura magia.

Desde que pisamos em Délhi, sentimos a grandiosidade e a beleza da arquitetura e da cultura da Índia. O Akshardham, um impressionante complexo cultural e espiritual dedicado ao grande instrutor Swaminarayan, possui o maior templo hindu do mundo, e diversas atrações como o show de som e luz na fonte musical dançante.

Eduardo Weaver

 

 

 

Eduardo Weaver é o organizador e guia da viagem, um educador que vem estudando a cultura indiana e o yoga há mais de 40 anos. Ele organiza anualmente, sempre em outubro, uma viagem para a Índia e mais um país da região. Esse ano o Nepal, onde fica boa parte da Cordilheira dos Himalaias, incluindo o Monte Everest, foi escolhido para compor o roteiro. O programa da viagem inclui Délhi, Agra (Taj Mahal), Rishikesh, Amritsar (Templo Dourado, lar da religião Sikh), Ladakh e várias cidades do Nepal.

Breve serão divulgadas mais informações sobre essa Viagem às Terras Sagradas dos Himalaias que ocorrerá no período de 3 a 29 de outubro. Será uma viagem de transformação interior, reflexão e aprendizado; uma jornada de “insights” e descobertas que dará aos participantes uma visão privilegiada da riqueza cultural e espiritual das terras dos Himalaias. Conforme comenta Eduardo Weaver, toda pessoa com genuíno interesse na vida espiritual precisa ir ao menos uma vez à Índia.

 

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Artigo – Por que viajar para a Índia?

Terras sagradas onde Krishna, Buda e inúmeros yogues caminharam e pregaram.

Quando escolhemos viajar para a Índia, certamente temos uma motivação que vai além do simples desejo de fazer turismo. Uma viagem para a Índia nos leva ao encontro de um território sagrado, onde as lendas e os mitos do passado estão vivos e acontecendo ao nosso redor. A Índia parece, em certo sentido, um lugar em que o tempo caminha numa marcha diferente. Quando chegamos à Índia somos inundados por imagens, odores, sons e sentimentos que caberiam perfeitamente bem há dois ou três mil anos. É como se caminhássemos por entre as páginas de um gigantesco livro de História.

Descobrimos que é impossível estar na Índia e não perceber a profunda espiritualidade que paira na atmosfera, como um perfume delicado que se sente sem saber de onde está vindo. Essa espiritualidade é o fio com o qual foi tecida a cultura e o temperamento de seu povo. A Índia promove o nosso encontro com o divino e o espiritual. Esse encontro com nossa própria essência é o grande prêmio que motiva grande parte dos viajantes que escolhem aquele país como destino.

Quando estamos na Índia frequentemente sentimos a presença do transcendente. Nas cidades sagradas como Rishikesh e Haridwar, cruzamos a todo tempo com swamis, babas e sadhus com suas vestes coloridas e austeras. São seres que renunciaram à vida mundana para de dedicar integralmente à busca espiritual e ao serviço à humanidade. Mesmo os templos mais simples e despojados de qualquer luxo guardam uma atmosfera de mistério e profundidade. No nascer e no pôr-do-sol é comum ouvirmos o cântico de mantras que embevecem a alma e nos conduzem a outras dimensões.

Alguns escritores já comentaram que viajar para a Índia é viajar para dentro de si mesmo. A riqueza das expressões culturais tem o efeito de despertar a riqueza que está oculta dentro de cada um de nós. Romancistas como Hermann Hesse, encontraram essa trilha e fizeram dela uma inspiração para suas obras.

Viajar pela Índia é uma experiência transformadora. Quando estamos diante do magnífico Taj Mahal em Agra, é impossível não ficar embevecido com a beleza das formas dessa obra prima da arquitetura Mogul. Um dos locais mais fascinantes do território indiano é Rishikesh, a capital do Yoga, que fica na beira do Rio Ganges. Ficar hospedado num ashram como, por exemplo, o do Swami Rama Sadhak Grama Ashram e participar de seus rituais é algo inesquecível. As práticas começam às 5 horas da manhã e incluem a recitação de mantras, meditação, aulas de yoga (asanas e exercícios respiratórios) e palestras sobre cultura védica e a tradição do yoga dos himalaias. A estadia é um convite para uma verdadeira viagem interior.

O sul do país é uma região de poetas inspirados, onde a tradição da arte com as palavras remonta há mais de dez mil anos. Ali viveram Sri Aurobindo, Ramana Maharshi e outros tantos santos que a Índia produziu no passado. Um local muito especial é a ecovila Auroville, que fica a poucos quilômetros de Pondicherry, criada nos anos 60 inspirada nos ensinamentos de Sri Aurobindo. Pessoas de muitas nacionalidades buscam viver uma vida plena com base na solidariedade e na sustentabilidade. Não há, por exemplo, circulação de dinheiro, havendo um sistema de troca de serviços e de bens. Existe inclusive uma loja onde as pessoas deixam os objetos que não mais precisam para que outros possam utilizá-los, sem custo. Um outro destaque do Sul encontra-se em Chennai. É a inspiradora sede da Sociedade Teosófica que fica no bairro de Adyar em meio a um magnífico parque. Lá existem lindos jardins e pequenos templos dedicados às grandes religiões da humanidade.

 

Eduardo Weaver

 

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